Qual é o preço máximo que se pode pagar por um papel para que o dividendo dele renda o suficiente?
O critério, como o app aplica
preço de compra no máximo igual ao teto — provento por ação dos últimos 12 meses dividido por 6% — com histórico de pagamento e de lucro
Décio Bazin, «Faça Fortuna com Ações» (1991)
O que esta régua NÃO faz
Régua apresentada sem limite vira promessa. Estes limites são do método, não falhas nossas.
O piso de 6% é uma escolha do autor, feita numa economia diferente da de hoje. Ele não se ajusta sozinho à taxa de juros: com juro alto, um papel que passa na régua pode render menos que a renda fixa.
A régua olha o passado. Provento pago nos últimos doze meses não é promessa de pagamento no ano que vem, e empresa que vendeu um ativo pode ter distribuído um extraordinário que não se repete.
Não avalia preço em relação a lucro, patrimônio ou dívida. Um papel barato em dividendo pode estar caro em tudo o mais.
No mercado brasileiro
Bazin escreveu para a bolsa brasileira, e a régua é a mais citada aqui entre as de dividendo.
Para fundo imobiliário a régua entra por outro lado: em vez do teto de preço, medimos o yield distribuído nos doze meses contra o mesmo piso. Cobrar lucro contábil de FII seria aplicar régua de companhia a quem distribui resultado de caixa por obrigação legal.